Mico publicável

•Dezembro 9, 2006 • 2 Comentários

A Lu deixou um desafio outro dia para mim lá no seu blog: contar sobre um mico que paguei!

Gente, são tantos que nem sei por onde começar… Talvez pelo primeiro, certo?

Bem, quando eu estava no colégio cursando o meu primeiro ano escolar, uma amiguinha minha, a Lili, estava apaixonada por um colega chamado Carlos. Imaginem que nesta época tínhamos apenas uns seis ou sete anos e as nossas cabecinhas já estavam voltadas para as coisas importantes da vida!

Eu e a Lili éramos amigas de passar o recreio juntas, compartilhar o lanche (na minha lancheira sempre havia bolachinha mirabel e nescau), correr de um lado para o outro, mas no geral até que éramos comportadas. A nossa maior curiosidade era saber se as freiras tinham cabelo curto ou comprido, e um dia montamos até um planinho legal. Eu parei a madre Efigênia no corredor e a Lili veio por trás da freira e arrancou aquele treco que elas usam na cabeça (tem nome especial para esse “treco”?). Resultado, esta freira tinha cabelo curto, e nós fomos parar na secretaria do colégio para uma conversinha séria com a madre superiora. Bem, mas esta historinha é só para ilustrar como éramos amigas.

Um dia, correu o boato de que a Lili estava apaixonada pelo Carlos, e a meninada estava tirando o maior sarro dela. Ela, mais que depressa, começou a procurar aliados para aterrorizar a meninada que estava brincando com os sentimentos dela. Não me lembro ao certo qual era o plano de vingança da Lili, só lembro-me de um dia, no recreio, ela estava correndo de um lado para outro perguntando se nós éramos a favor ou contra ela e o plano que tinha em mente.

Quando ela me perguntou se eu era a favor ou contra, a minha cabecinha de seis anos de idade começou a funcionar muito rápido, pois eu não sabia o significado de estar a favor ou contra algo/alguém! Não tinha idéia do que ela queria dizer, e então parti para dedução ”lógica”. Contra tem ”con” no começo então só pode significar ”com” alguém. Não teve outra, na hora disse: Estou contra você Lili! Eu toda orgulhosa de ter dado o meu apoio à minha amiga, e ela muito furiosa e magoada com a minha oferta de apoio!

Oh céus! Demorou alguns dias para eu me tocar do que havia feito! Acho que foi lendo algum texto que acabei deduzindo (e desta vez corretamente) o significado de estar contra alguém. Fiquei muito envergonhada, mas a esta altura, a Lili já estava com outro grupo de amiguinhas, e o que poderia ter sido a minha melhor amiga no primário, foi apenas uma colega de classe. No segundo ano, ela mudou de colégio e eu nunca mais ouvi falar dela.

Este foi o marco de tantos micos que paguei na minha vida: um anterior à este foi ainda no pré-escolar, numa aula de pintura. O nosso uniforme era shorts azul-marinho, camiseta branca, e um blazer de manga curta azul-marinho. Nas aulas de pintura tínhamos que tirar o blazer para não sujar. Um dia fiz isto e quando me dei conta, estava sem a camiseta, e à mesa estava o meu namoradinho…

Quanto aos mais recentes, bem estes eu contarei quando estiver mais velhinha…

E você, tem algum mico que seja publicável?

Beijocas.

Versão beta

•Dezembro 2, 2006 • 16 Comentários

Ainda não mudei para a versão nova do Blogger, apesar da insistência deles toda vez que entro aqui para escrever um post. Às vezes, o lembrete de mudar para a versão beta está já na primeira página após o login, outras vezes no topo do dashboard, outras vezes do lado direito do dashboard. Daqui a pouco, senão mudar logo, estes lembretes estarão estourando na área de edição dos posts feito pipoca.

Na verdade, estes lembretes não me incomodam, o que me incomoda é a falta de confiança que tenho em versões beta de qualquer sistema de informática (sou da área, então me dou o direito de não confiar, hahaha).

Hoje, resolvi que iria mudar para a versão beta e pronto. “Abundei-me” à cadeira, laptop em punho, preguiça de lado, e aquela vontade de terminar tudo rapidinho para poder aproveitar o resto do dia, afinal tinha coisas mais importantes para fazer.

Antes de converter para a nova versão, tive a brilhante idéia de ser um pouco mais sistemática no processo, e resolvi primeiro testar se o meu template atual funcionaria na versão beta do Blogger. Lá fui eu criar uma conta na versão beta, um blog beta, copiar o template atual, colar na versão beta, testar e pimba! Não funcionou!

Ufa, pelo menos tive a brilhante idéia de testar antes de tudo.

Estava com esta sensação de que não iria dar certo, pois o template atual foi criado a partir de um template versão WordPress, adaptado para o Blogger, e modificado mais um pouquinho por mim. Já quando havia trabalhado nele, não estava lá muito contente com o código. É duro trabalhar com isto, até mesmo em se tratando de passatempo a gente continua “pentelha” como se fosse um projeto profissional. Bem, mas deixei de lado e assim que o código atingiu um estado estável, fiz uma listinha das coisas que teriam que ser arrumadas no futuro. Algumas coisas arrumei, e outras acrescentei à lista.

Como o template atual não funcionou, minha reação foi arrumar. Só que já não tenho muita paciência para ficar grudada no final de semana em frente ao computador arrumando código de template para blog!

Como gosto to template atual, e como ele veio do WordPress, a solução lógica e mais rápida foi criar uma versão experimental deste blog lá no WordPress, e em menos de meia hora já estava com a carinha deste blog lá nele.

Estou registrando as minhas impressões sobre o uso do WordPress neste post. A única coisinha chata de lá é que para eu poder brincar com o html, CSS terei de pagar uns US$15,00, mas acho que vale a pena, pois gosto de fuçar no código, modificar o template, e quem sabe até criar novos.

No momento, continuarei postando aqui no blogger, mas já tenho o meu planinho de contingência lá no WordPress.

Beijocas.

Por que vim parar aqui

•Dezembro 2, 2006 • 8 Comentários

Resolvi experimentar o wordpress porque terei que fazer várias modificações no meu template lá no blog, uma vez que eu mude para o a nova versão do blogger.

Como o template que tenho lá foi “chupado” do wordpress, e levei um tempão para arrumá-lo, então nada mais lógico que mudar de casa. Vamos ver… Estarei em fase experimental nos próximos dias.

Minhas impressões até o momento:

  • Não sei como fazer letras coloridas, nem tampouco mudar o fonte e o seu tamanho;
  • Não gostei desta coisa de fazer enumeração de parágrafo. No blogger é mais simples. Aqui a gente precisa conhecer um pouquinho de html
    • Retiro o que disse acima. Basta mudar umas das opções e pronto. Agora tenho duas tabs: visual que não requer conhecimento de html; e code onde dá para exercitar com as html tags. Mas mesmo assim, não tem como mudar a cor da letra sem ter que editar o código html.
  • Quero tentar adicionar uma foto, mas não faço idéia de como;
    • Já descobri. Upload, logo abaixa da área de edição
  • Escolhi a opção de língua portuguesa para o dashboard, mas vou voltar para o inglês, pois alguma tradução me pareceu meio ridícula e nem tudo está traduzido;
    • Muito melhor em inglês!
  • Ah, e não sei se dá para mexer no código html do template, ou ainda não encontrei como.
    • Descobri! Tem de pagar $15 via PayPal. Hummm. Vou esperar mais um pouquinho para ver se é necessário.

Vamos ver como colocar uma fotinha… Será que é usando a função upload?

Ópera House Sydney

Atualização 11/12/206:

  • Até agora, estou gostando daqui. Consegui importar todos os post lá do outro blog em poucos passos e sem nenhum problemas!
  • Mudei a imagem do template para entrar em  ritmo de Natal, só não consegui mudar o background para vermelho. Vou mesmo ter que morrer com os $15!

23 Novembro 2006

•Novembro 26, 2006 • 54 Comentários

S ó F e s t a ! ! !

Atualização 01:

Maíra, Tina, Elaine, Thais, Emanoel, Polly, Márcia, Ione, Lu, Paulo, Vivi

Muito obrigada pelos comentários carinhosos, e pelos votos de feliz aniversário. Ter recebido seus comentários foi como se tivesse vocês aqui em casa, celebrando comigo (pena que não pude oferecer um pedacinho de bolo, hehehe) – Beijos

Lu: deixe o endereço do seu site, pois tentei visitá-la e não consigo acessar seu profile (acho que porque eu ainda não mudei para a nova versão do blogger).

Atualizacão 02 (02/12/06)

Gente, nunca celebrei meu niver por tantos dias assim. A semana toda recebi um recadinho novo. Super bom! Adoro celebrar meu niver.

Rosário, Nathane, Pisconight, Ediane, Luma, Claudia (por msn): obrigadíssima por suas mensagens. Pena que não sobrou bolinho para mandar para todos… Próximo ano, quem sabe?!

E hoje recebi uma caixinha do Brasil com presentinhos lá de casa, da sogrinha e das cunhadinhas (mais fotos no slideshow abaixo). Tô é boba de tanto mimo!

Caravela brasileira

•Novembro 26, 2006 • 2 Comentários

A Maíra, do Caravela Brasileira, está participando de uma promoção para ganhar um blog novo. Estou torcendo para que ela ganhe, pois ela escreve coisas muito fofas, curiosidades sobre a terra de Cabral, e tira fotos muito lindas.

Como parte da promoção, a tarefa é uma Blogagem Coletiva para contar de como é o Natal onde moramos. Como sou uma expatriada, vou ter que dividir este post em duas categorias: como eu celebro o Natal aqui; e como os Australianos celebram.

O Natal celebrado à brasileira in OZ land

É difícil a gente se desligar de tradições familiares e adotar novas quando se mora em um país diferente. A gente tenta assimilar as coisas boas da terra nova, mas nunca esta assimilação é total, simplesmente porque algumas coisas não casam com o que estamos acostumados. O Natal, por exemplo, é umas das coisas que continuamos a fazer à moda brasileira.

  • Comemoramos o Natal no dia 24/12 à noite;
  • Para a ceia, sempre fazemos salpicão, já que este é o prato que sempre tem lá em casa e na casa do pimpolho;
  • Panetonne não pode faltar;
  • Uma champagne para ser aberta à meia-noite (ou antes);
  • Uma sobremesa especial também faz parte do cardápio;
  • Trocamos presentes após a ceia;
  • Ligamos para as nossas famílias à meia noite daqui, e à meia noite de lá;
  • Dia 25/12 ficamos em casa curtindo os presentes e comendo o que sobrou da ceia.

O Natal celebrado pelos australianos

  • Dia 24/12 não tem significado algum para eles, e nada é feito na noite do dia 24;
  • O Papai Noel deixa os presentes sob a árvore de Natal bem antes do dia 25/12;
  • A troca de presente ocorre na manhã do dia 25/12;
  • Quanto à comida, tem o cardápio tradicional herdado dos britânicos onde o prato principal é a carne assada (peru, normalmente), com uns bolos cheios de frutas cristalizadas (diferente do panetonne, pois a massa é bem pesada), umas empadinhas recheadas com algo muito doce; e o cardápio baseado a frutos do mar, o que eu acho muito mais gostoso dado o calor que faz aqui nesta época do ano;
  • Dia 26/12 é também feriado aqui. É o feriado de boxing-day. Ainda tenho que descobrir a origem correta deste feriado. Depois escrevo mais sobre isto;
  • Após o feriado de Natal, o comércio faz uma liquidação geral e o povo, que já se endividou antes do Natal, vai em massa para as lojas aproveitar as promoções. Fica impossível andar em shoppings e no centro!

Beijocas

Almodóvar

•Novembro 21, 2006 • 9 Comentários

Então o meu presente de aniversário chegou adiantado. Semana Almodóvar em Sydney, começando nesta sexta-feira (24/11) lá no Dendy Opera Qays .

Pergunta se eu perderei? Somente senão houver mais ingressos. Ai, vou lá verificar se tem ainda…

Beijocas.

Mais sobre Pedro Almodóvar aqui.

Amigo Secreto

•Novembro 19, 2006 • 6 Comentários

Estou participando do amigo secreto que a Denise organizou e adorando a brincadeira. Estou em contato com a pessoa que tirei, trocando mensagens, pensando no que comprar para el@. Infelizmente, a pessoa que me tirou ainda não entrou em contato comigo, mas serei paciente e quem sabe el@ venha a ler este texto e se lembre de me mandar uma notinha, pois sou extremamente curiosa e ansiosa… hehehe.

E hoje quero agradecer aos meus antepassados, por terem tido a brilhante idéia de inventarem o panettone! Este pão maravilhoso foi inventado no norte da Itália, provavelmente na região de Milão. Não me recordo direito o que diz a lenda sobre a sua origem, mas também o que interessa é que ele existe, e Natal sem panettone não é Natal. E para dar uma “treinadinha”, comprei um quando fui às compras. Tenho que confessar que adoro panettone com café preto, e também com água, mas para dar um toque chique tem que ser água de bolinha (água com gás). Na ceia de Natal, prefiro degustá-lo com uma taça de Ricadonna. No ano passado, uma colega me mandou uma receita de uma sobremesa usando restos de panetonne como um dos ingredientes. Bem, só se na casa dela sobra panettone, pois aqui em casa não sobra nenhuma migalha para contar história.

E a procura por sapatos baixos continua sem muito sucesso, devo confessar. Simplesmente não gosto de sapatos baixos. Então estou tentando chegar a um acordo comigo mesma, talvez deva ir atrás de sapatos com um salto um pouquinho mais baixo do que estou acostumada.

Outro problema: preciso de sapato preto, mas meus olhos se voltam para os coloridos, mais estilo “cheguei”, o que não dá muito certo com o estilo sóbrio do cliente novo. Ah, imagine que um deles falou que desde que eu e outra colega começamos a trabalhar no andar, o lugar está mais agitado. Ele até comentou o nosso jeito de andar, bem decidido. Isto que é ser um bom observador…

Mas no momento, o que me espera é um ferro de passar e muitas roupas…

Será que tem como deixar esta tarefa para outra semana? Vou dar uma olhadinha no guarda-roupa para ver se dá para passar a semana sem ter que passar nenhuma peça! Oh tarefinha chata!

Beijocas.

Trabalhando no centro de Sydney

•Novembro 11, 2006 • 17 Comentários

Semana de muita correria, mudança de projeto, mudança de cliente, e mudança de escritório. Saí do escritório que ficava no meio do mato (quero dizer, bem afastado do centro) onde trabalhei por 12 anos, e retorno a trabalhar no centro de Sydney.

  • Para variar, peguei uma conta pepinosa para gerenciar, mas desta vez o problema é mais pepinoso que eu esperava, pois não é relacionado com assunto tecnológico (embora continue gerenciando IT), mas com diferença de cultura empresarial. Longa história… só posso dizer que é muito fácil gerenciar projetos de IT que estejam em situação crítica por causa de problemas tecnológicos puramente, mas quando os problemas são relacionados com time e pessoas, daí o bicho pega…
  • Problemas à parte, estou adorando trabalhar no centro novamente. Primeiro, porque em 20 minutos estou no escritório, ao passo que nos últimos doze anos levava mais de uma hora de carro para chegar ao trabalho. Ótima economia de tempo!
  • É super engraçado voltar ao ritmo do centro de Sydney. Há muito mais pessoas, está muito mais barulhento, há mais ônibus, carros, bicicletas. Em fim, um zumzum danado, mas pergunta se eu estou reclamando? Nadinha, adoro este zumzum todo, pois me deixa bem energizada.
  • A mulherada antigamente usava muito tênis para ir trabalhar (imaginem, todas arrumadinhas de terninho corporativo, meia fina e tênis… um horror). Agora notei que a ”moda” é usar havaianas! Me poupem! Tenho verdadeiro horror ao uso de havainas que não sejam em casa ou na praia.
  • Entendo o porquê das havaianas, é um saco andar de sapato de um lado para o outro, mas não precisa exagerar. Tem uma montanha de sapatinhos baixos e confortáveis para usar.
  • E com esta mudança, aliada ao fato que tenho só sapatos de salto altíssimos, e também porque jamais irei usar havainas em lugares que não sejam os que mencionei acima, serei obrigada a renovar o meu estoque de sapatos. Que tarefa difícil (de certa maneira sim, pois sou uma indecisa de marca maior, e bem chata na escolha de sapatos, e não sou muito fã de sapato baixo), mas não estou nenhum pouquinho desanimada com esta tarefa…
  • E como tem gente estranha neste país, de dar medo às vezes. Tem uma rua que evito passar, pois é o reduto de um pessoal estranhíssimo. Muitos drogados, bêbados ou simplesmente doentes mentais. Tem um carinha, particularmente, que eu acho muito engraçado. Ele se julga músico e faz ponto nesta rua. Ele fica horas batendo um pandeiro e gritando achando que está cantando. Este me parece inofensivo, mas mesmo assim passo longe. A Polly, que mora em Melbourne, outro dia relatou um caso que ela presenciou por lá, leiam mai aqui.
  • Ah, e tem também o pessoal da igreja da cientologia que fica em lugares estratégicos no meio do corre-corre do povo, com panfletos de cursos de como gerenciar stress e parafernálias parecidas, tipo engana-trouxa. Também passo longe deles…
  • E também não dá para deixar de mencionar os mormons que uma quadra longe já colocam os olhos em sua direção, mas a minha estratégia é simples e eficaz: telefone celular e uma ligadinha falsa para alguém.
  • Sabe o que mais? A variedade de lugares para almoçar. Antes, apenas a cantina/cafeteria da empresa a qual apelidamos carinhosamente de bacteria (com a pronúncia similar a cafeteria), e agora milhares de lugares. O único porém é que a comida em Sydney, no geral, não é lá estas coisas, então vai levar um tempinho até que eu ache um local legal para sanar a fome do meio dia!
  • E claro, não podia deixar de mencionar a minha bebida predileta: café No outro escritório, um colega sulamericano teve que ensinar a tia do café fazer um cafezinho menos cháfé. Só pedia este, o qual recebeu a denominação de américo em homenagem ao seu criador. Era bom, mas a tia do café não era consistente no seu feitio. Neste novo escritório, fico a dois minutos do melhor Café de Sydney, Bar Milazzo!
  • Vamos ver quanto tempo vai durar esta minha empolgação
  • Ah, falei da lojas? Melhor não, pois só de pensar no meu lado consumista fico até com medo de como estará a minha conta bancária dentro em breve (mas estou fazendo exercícios de auto-controle, hehehe).

Beijocas

Fly Season em Sydney

•Novembro 4, 2006 • 13 Comentários

E a tradução não é Estação de Vôo, mas Estação de Mosca! Então bem-vindos a esta estação mais irritante e asquerosa do ano!

Todo ano, estes insetinhos irritantes resolvem vir do interior para a cidade grande. Fazer o quê, eu não sei, mas o que posso dizer que elas não viajam sozinhas. Elas trazem a família, os vizinhos e a família deles, e quem mais elas encontrarem da espécie delas pelo caminho.

Lembro a primeira vez que as vi. Estava caminhando até a IKEA (sim o post sobre a IKEA me fez recordar deste episódio), e logo à minha frente havia um homem com uma camiseta que parecia meio preta, meio cinza. Aquilo me chamou a atenção, não pela cor da camiseta, mas pelo movimento meio orgânico que aquela cor trazia à camiseta. E para minha surpresa, havia um enxame de moscas (qual o coletivo de moscas? como não sei, estou qualificando o enxame, o que em si deve ser um pleonasmo?) nas costas deste homem, e por dedução dá para imaginar que as minhas costas e de todos os habitantes de Sydney naquela época estavam servindo de hotel para estes insetos.

Bem, elas voltaram. Aliás, voltam todos os anos, na mesma época. Devem tirar férias coletivas!

Ficha Técnica

Nome: Bush Flies (Moscas do Mato)
Residência: Centro de Queensland
Lugar preferido para passar as férias: Sul da Austrália
Época preferida para passar as férias: Outubro/Novembro
Período de férias: 4 a 6 semanas

A coisa é tão séria, que o CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, Centro de Pesquisa Científica e Industrial do governo Australiano) vem estudando o assunto e para exterminar esta praga, eles estão introduzindo um besourinho nas áreas de residência destes insetos para acabar com eles. E não é porque este besouro é o predador deste inseto, mas sim porque o besourinho adora comer aquilo que as moscas usam como berçário para os seu ovinhos, ou seja, cacaca de gado! Então, se tudo der certo, daqui alguns anos, haverá besouros suficientes para reduzir a população deste inseto pela metade, e assim a população do sul do país terá paz nesta época do ano!

Para quem quiser ouvir mais sobre este assunto, tem este vídeo curtinho em inglês.

Um escritor até escreveu um livro bem humorado sobre este fenômeno australiano. Ele se chama Jim Heath e o resumo do livro pode ser encontrado aqui. Vale à pena para aqueles que quiserem adquirir algum conhecimento inútil.


Então, agora dá para entender a função deste chapéu típico daqui?


Se bem que se os besourinhos não derem conta do recado, então a solução será aderir mais uma peça (ou duas) de vestuário.

É uma irritação caminhar pelas ruas da cidade, abanando o rosto para afastar as moscas.

Bem, e depois que elas forem embora, começa a temporada das baratas (acho que já falei sobre elas aqui e o meu verdadeiro horror de sair à noite pelas ruas de Sydney por causa delas).

Beijocas.

Imagens:
Mosca do Mato – CSIRO Entomology
Besouro – Wikipedia
Chapéu e rede contra mosquitos – Midgebusters

Ooh lah lah!

•Novembro 3, 2006 • 8 Comentários

Invenção australiana e fazendo o maior sucesso pelo mundo, a versão wonderbra masculina (ou melhor wonderjock como é chamada aqui).

Fica aí a dica para o Papai Noel…

PS.: Vi o finalzinho da reportagem no jornal, e em seguida fui para o site deles para pegar mais “informações”, e assim como eu, milhares de outras pessoas fizeram o mesmo, pois não tinha como acessar o dito cujo. Acho que os hormônios da mulherada e dos meninos voltaram ao nível normal e o site está funcionando bonitinho (e põe bonitinho) agora.


Imagens:
Aussiebum
Vídeo: Google Video Aussiebum Patriot